Outro dia coloquei os sapatinhos do Pedro lado a lado, do menor ao maior. Desde o primeiro até um dos tenizinhos que ele mais usa hoje. Os pezinhos cresceram. Pedro cresceu.
O tempo passa rápido demais. Pedro já está fazendo 15 meses! Eu sei que daqui há algum tempo vou ler isso várias vezes e pensar: "Rá! Só 15 meses! E agora, que já está com 2 anos, 5, 12, 18, faculdade, casamento, filhos, sou avó..."
Isso assusta! Tenho pensado muito ultimamente sobre o quanto nossa noção da passagem do tempo muda depois que temos filhos. Porque antes parece que os anos iam simplesmente passando, sempre iguais, e a gente nem percebia. Pelo menos depois que a gente chega em uma estabilidade profissional e estabelece uma rotina.
Agora não. Desde a gravidez percebia que cada mês as coisas estavam diferentes. Mas principalmente depois que o Pedro nasceu esta sensação ficou mais forte. Cada semana, cada mês tem novidades. A partir dos 6 meses, então, parece que estas novidades se multiplicam. Aí a gente percebe. Quando acompanhamos de pertinho o desenvolvimento de outro ser humano a gente percebe como o tempo voa.
Ontem eu tinha um bebezinho pequeninho, frágil, totalmente dependente. Que aos poucos começou a sorrir, balançar perninhas e bracinhos enlouquecidamente, interagir conosco, sentar, comer, engatinhar, se comunicar, ficar em pé e dar os primeiros passinhos com o apoio de alguém ou algum móvel... falta pouco para ele arriscar os primeiros passos sozinho.
Ao mesmo tempo que é uma delícia ver o crescimento dele, às vezes da uma saudade daquele pacotinho pequenininho! Voa, voa, voa demais!
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